Nesta sexta-feira, dia 25 de novembro, apresentaremos a peça Sessenta Minutos Para o Fim no Festival de Teatro de Lages, em Santa Catarina. Estivemos lá na edição passada do festival, com a peça Fodorovska. Muito bacanas o evento e o pessoal. Quem estiver por lá neste fim de semana, a apresentação será às 20h30, no Teatro Municipal Marajoara. Fikadika.
Depois de Curitiba (PR), Jacareí (SP), Alegre (ES) e Guarapuava (PR), a peça Sessenta Minutos Para o Fim será apresentada em festivais em Florianópolis (SC), Juiz de Fora (MG), Floriano (PI) e Campo Grande (MS). Para quem estiver por lá, seguem as datas. E em breve devemos estrear Fim de Partida, de Samuel Beckett, em São Paulo, depois de apresentações no Festival de Curitiba. Mais para a frente passo as datas.
SESSENTA MINUTOS PARA O FIM Inspirada na obra de Fernando Arrabal e Samuel Beckett, a peça utiliza a linguagem de desenhos animados e quadrinhos para contar a história de dois atores condenados por um coelho a realizar uma apresentação teatral para um público que nunca aparece.
Direção, texto, iluminação e trilha sonora: Cesar Ribeiro Preparação corporal: Bira Honorato
Elenco Ulisses Sakurai (Velho Ator)
Paulo Campos (Homem) Bira Honorato (Coelho)
FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE JUIZ DE FORA (MG) Teatro do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas 10 de setembro 19h
FLORIPA TEATRO - FESTIVAL DE TEATRO ISNARD AZEVEDO (Florianópolis/SC) Casa do Teatro Armação 10, 11 e 12 de outubro 21h
FESTCAMP – FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE CAMPO GRANDE (MS) Teatro Glauce Rocha 22 de outubro 20h
FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO PONTOS DE CULTURA (Floriano/PI) 29 de outubro
Ainda estou aguardando chegar de Curitiba o vídeo de nossa estreia de Fim de Partida, mas, como as apresentações estavam cheias de fotógrafos e gente filmando, acabo de descobrir que soltaram um trecho da peça no Youtube. Segue a bagaça. E valeu por ter filmado.
PRIMEIRAS FOTOS DE FIM DE PARTIDA - POR ALCESTE RIBAS
O camarada Alceste Ribas fez algumas fotos de Fim de Partida durante apresentação no Festival de Teatro de Curitiba. No elenco, Paulo Campos, Bira Honorato, Williams Fioque e Keli Viacelli. Segue a bagaça.
CRÍTICA DE FIM DE PARTIDA NO SITE WAPANDA - POR AYRTON BAPTISTA JUNIOR
FIM DE PARTIDA: BECKETT + ROCK'N ROLL É TEATRO ANIMAL
Não é à toa que Angie, do Rolling Stones, compõe a trilha de Fim de Partida assinada pelo grupo paulistano Garagem 21. Nesta versão do clássico de Samuel Beckett, é mesmo rock'n roll a excelente interpretação do ator Paulo Campos: uma voz de vocalista de heavy metal (lembrei de Bruce Dickison, do Iron Maiden) dá vida ao raivoso protagonista.
Confinado numa cadeira de rodas, um cego avarento passa os dias com seu criado corcunda (Bira Honorato, afinadíssimo com Paulo Campos), cujo drama é não poder sentar. De vez em quando, o rude diálogo é interrompido pelos pais (Willians Fioque e Keli Viacelli) abrigados em latões de lixo à espera das míseras bolachas ofertadas pelo filho.
O soturno do texto de Beckett ocupa um palco escuro e tem sua crueza realçada por maquiagens que lembram desenho animado. O filho, por exemplo, parece o Esqueleto de He-Man e os pais, cachorros que eu já vi em algum lugar. Seria no Banana Split?
Campos nunca sai de cena e carrega a avareza com uma intensa rouquidão roqueira (agora lembrei de Joe Cocker). Eu falei rock'n roll, mas não disse que este Fim de Partida, do diretor Cesar Ribeiro, significa barulho. É teatro dramático na veia. Animal!
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Fim de Partida, com a companhia Garagem 21, de São Paulo, esteve em cartaz no teatro Novelas Curitibanas, entre os dias 7 e 8 de abril.
Muito bacana a participação do Garagem 21 no Festival de Teatro de Curitiba. Estivemos lá na semana passada, em duas mostras curadas: Sessenta Minutos Para o Fim participou da Mostra Conexão Roosevelt, uma amostra da produção teatral da Praça Roosevelt que teve curadoria de Ivam Cabral, dos Satyros. Já na Mostra Teatro Novelas Curitibanas, com curadoria da própria organização do festival, fizemos a estreia de Fim de Partida, de Samuel Beckett. Ao todo foram seis apresentações, sendo duas de Sessenta Minutos e quatro de Fim de Partida. A primeira sessão de Sessenta Minutos foi razoável, enquanto a outra foi duca. Já a primeira sessão de Fim de Partida foi um lixo total, coisa de dar vergonha. Peça sem ritmo, sem volume, sem nada, e com direito a 80% da plateia dormindo. Já as três seguintes foram geniais, com tudo certinho. A peça, apesar desse desastre inicial, ficou show. O camarada Alceste Ribas, de Curitiba, filmou e fotografou a peça. O vídeo eu coloco daqui a alguns dias no blog, e as fotos já seguem em um próximo post.
Na sexta-feira 18, o Radiohead lançou um novo álbum, chamado The King of Limbs. Abaixo segue o primeiro vídeo da bagaça. E você pode baixar o álbum gratuitamenteAQUI
Esta é arte para os flyers da temporada de Sessenta Minutos Para o Fim no Teatro Paulo Eiró, em São Paulo. A bagaça é uma criação do camarada Diego Bianchi, um dos unbrains da 3FM – Three Fucking Mongos, mas eles insistem em dizer que é Three Fucking Minds. Que acham?
Tadeo Jones é um curta-metragem espanhol que parodia a série Indiana Jones. Dirigida por Enrique Gato, a animação ganhou o prêmio Goya de melhor curta em 2006 e ainda gerou uma sequência, chamada Tadeo Jones Y El Sótano Maldito.
Além de apresentar a peça no Festival de Curitiba, o grupo teatral Garagem 21 fará uma minitemporada de Sessenta Minutos Para o Fim no Teatro Paulo Eiró, em São Paulo. A bagaça rola de 4/3 a 3/4, às sextas e aos sábados 21h e aos domingos 19h. Vai custar R$ 10, metade para estudantes, classe teatral, aposentados e professores. Mas os camaradas que também quiserem pagar R$ 5, é só deixar mensagem aqui no blog ou mandar email para mim. Abaixo segue um trechinho do texto da peça e um vídeo com os 15 minutos iniciais.
VELHO ATOR
(com tesão) Você é tão linda. Esses teus joelhos rosas... (imitando a mulher do presidente) Você também. Um galã de Hollywood. Cheio de estrelas no céu da boca, de luas nas nádegas, de gafanhotos nas obturações. (aos poucos, ficando excitado, Velho Ator começa a representar a sedução entre ele e a mulher do presidente de Saturno, abraçando a si mesmo, beijando a si mesmo) Um torso tão delineado. Eu nem ligaria se você me pegasse à força no meio de uma estrada escura. Nem ligaria se você me desse um beijo de língua na vulva pálida e cantasse o hino nacional enquanto bate na minha cabeça com um taco de bilhar. Bola 8. Bola 9. (Homem, vendo a cena, vira-se de costas para o público e começa a se masturbar. Velho Ator fica cada vez mais empolgado em sua representação) Um membro tão grande. Tão ereto. Maior que a muralha da China. Eu via de Saturno as noites em que você ficava excitado. As televisões transmitiam suas ereções para o planeta inteiro. Uma novela acompanhada pela população. As mais afoitas morriam de êxtase. Os homens se jogavam dos precipícios. As crianças martelavam os próprios crânios azuis...
SESSENTA MINUTOS PARA O FIM Inspirada na obra de Fernando Arrabal e Samuel Beckett, a peça utiliza a linguagem de desenhos animados e quadrinhos para contar a história de dois atores condenados por um coelho a realizar uma apresentação teatral para um público que nunca aparece.
Direção, texto, iluminação e trilha sonora: Cesar Ribeiro Preparação corporal: Bira Honorato
Elenco Ulisses Sakurai (Velho Ator – às sextas)
Sergio Silva Coelho (Velho Ator – aos sábados e domingos) Paulo Campos (Homem) Bira Honorato (Coelho)