Boteco do Ribeiro Reloaded


ESTRÉIA A PEÇA TRIEIROS

Rola amanhã em Sampa a estréia da peça Trieiros, da camarada Doró Cross Silva. Faz algum tempo que não a vejo em cena, mas a figura manda bem pacas. A bagaça fica em cartaz no Viga Espaço Cênico.



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h43
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ROLA EM MINAS



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




TROFÉU AIQUEMEDA DO DIA

A notícia em si é esdrúxula: a irrelevante informação de que o casal Fábio Jr. e Mari Alexandre (quem?) espera um bebê, coisa de jornalismo moderno que cumpre muito a sua função social, não?, do tipo os milhões de dólares pelas primeiras fotos dos gêmeos do casal Pitt/Jolie. E deu na capa do Uol hoje. Dando uma olhadela na cara das figuras, pode-se imaginar o que vem por aí. Merecedor do Troféu Aiquemeda de hoje.



Escrito por Cesar Ribeiro às 17h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




QUATRO SILÊNCIOS PARA UM DIÁLOGO INÚTIL



TAKE 1
Toca o celular e eu não atendo, afinal estamos falando de uma manhã de sábado. Mais tarde chega um email da Juliene Codognotto, da sarcástica 
Revista Bacante, dizendo que ela irá assistir ao Diálogo Inútil do Abismo com a Queda naquela noite. Mais tarde ainda, uma nova ligação, em que ela pergunta se eu havia recebido o email e se tudo bem aparecer lá.

TAKE 2
Chego ao Espaço dos Satyros 2 e aviso o pessoal que a figura vai baixar lá. O Ulisses Alemão Sakurai dá um uivo kabuki que significa mais ou menos "Putz, esses caras detonam todas as peças". A frase é recebida com risos.

TAKE 3
Pouco antes de começar a peça chega ao teatro o também jornalista Valmir Santos (falando nisso, pode escrever sobre a peça, falou Valmir?). Os atores se olham, sabendo que hoje serão alvo duplo. Rezam três Aveia Quaker, sete Why So Serious? e treze Ossétia nas Alturas para que o nervosismo não faça a peça sair do eixo.

TAKE 4
A bagaça começa. E os caras mandam bem, como sempre. E a Juli, da detonadora Bacante, parece gostar do que vê. A figura escreve uma crítica muito bacana dentro da linha da revista, em que os textos dialogam com o espetáculo sem ficar naquelas do simples gostei e não gostei da maior parte da crítica atual. A mina foi direto ao ponto e criou um texto bem instigante. Mas fica uma pergunta: por que não 5 silêncios? Tae o que ela escreveu.

PEQUENOS QUADROS DE UMA RELAÇÃO LONGA E INCOMPLETA
Juliene Codognotto

Quadro 1
Parte externa do Espaço dos Satyros Dois. Ao fundo, os escombros da Praça Roosevelt, cuja demolição está malemá iniciada, oferecendo um cenário de guerra perfeito. Pelo vidro do bar que fica na entrada do espaço - o olhar atravessando as duas estantes de livros do Bac - vêem-se partes dos corpos de um casal esquisito. De braços dados, dividem um guarda-chuva. Com o corpo bastante curvado, aparentam cerca de trezentos e setenta anos cada um. Vestem chapéus – o dele, de palha, o dela, com uma flor na lapela - e trazem nos lábios uma eterna menção frustrada de dizer algo.

(A partir do próximo quadro, estamos na parte interna do Espaço dos Satyros Dois)

Quadro 2
Vista do palco para a platéia. De tempos, em tempos, os cerca de 30 espectadores soltam risos de incômodo diante das radicalizações a que assistem no palco. Ninguém sorri com alegria. Ninguém dorme nos longos silêncios. Expectativa é o que melhor define as expressões destas pessoas, olhos fixos nos atores.

Quadro 3
Vista da platéia para o palco. Uma mesa coberta com uma estranha toalha amarela com restos de qualquer coisa aqui e ali. Em frente a ela, dois atores com maquiagem e comportamento que remetem ao clownesco estão sentados sobre suas malas em “posição de discussão profunda”, anunciada por eles segundos antes.

Soltam frases curtas com gestos precisos que as representam.

_ Preciso fazer uma confissão – com uma das mãos levantadas - Você está preparado?

Soltam, depois, textos intermináveis sobre qualquer coisa sem importância. Incomodam-se um com o outro constantemente. Interrompem-se. Voltam, enfim, ao silêncio.

Silêncio.

Quadro 4
Vista do palco para a platéia. Na platéia, olhares de expectativa. Ninguém dorme.

Quadro 5
Vista da platéia para o palco. Os dois atores decidem caminhar um pouco. Correm em círculos, cada um para um lado, encontrando-se a cada volta. Em círculos, para não se distanciarem daquele lugar. Porque não querem se distanciar daquele lugar. Porque não podem se distanciar daquele lugar. Porque não sabem se querem nem se podem se distanciar daquele lugar. Pensam na hipótese de andar lado a lado, mas permanecem nos seus ciclos individuais. Cansam. Param de caminhar um pouco.

Quadro 6
Vista do palco para a platéia. (A cada volta, Ela, a mulher do casal, salta as malas dela e de seu esposo e solta gemidos engraçados que demonstram sua dificuldade) A platéia, aliviada por poder enfim soltar toda a angústia de quem assiste a uma relação que não sai do lugar a 350 anos, ri a cada pulo. Em seguida, corta o riso, envergonhada de rir do cansaço de uma pobre velhinha de aproximadamente 375 anos.

Quadro 7
Vista da platéia para o palco. Um mutilado ao fundo da cena aparece somente da cintura para cima. Anuncia, com uma música péssima, que “fez” e precisa que alguém o limpe. Ela, que costuma limpá-lo, parece dormir. Ele tem nojo de fazer o serviço.

Quadro 8
Vista do palco para a platéia. Uma moça faz cara de nojo quando Ele diz “tá fedendo”.

Quadro 9
Vista da platéia para o palco. Num dado momento, ela acorda e briga com ambos por não terem chorado sobre seu caixão. Então, utilizando um despretensioso recurso para radicalizar as repetições e experimentar o distanciamento, Ela repete incessantemente uma fala, como se tivesse enroscado. A palavra “Nada” é dirigida, alternadamente, a um e outro personagens, com tonalidade e expressão idênticas não menos que 50 vezes. O ator que representa o mutilado se cansa, se levanta normalmente com uma garrafa d’água e se aproxima do outro ator, ambos de volta aos seus corpos de “gente normal”. Eles a observam por um tempo, impacientes.

Quadro 10
Vista do palco para a platéia. Uma pessoa cruza a perna para o outro lado.

Quadro 11
Vista da platéia para o palco. O espaço se transforma numa baladinha, com trilha e iluminação próprias, enquanto Ela limpa o mutilado com uma toalha de rosto.

Quadro 12
Vista do palco para a platéia. Uma moça olha para o lado, constrangida.

Quadro 13
Vista da platéia para o palco. Os dois resolvem que chegou a hora de se separarem, afinal foi o que vieram fazer. Durante o tempo todo da peça, perguntaram-se se era mesmo aquele o lugar. Mas, neste momento, não importa realmente. Ela abre o guarda-chuva. Os dois afirmam, em uma das poucas passagens piegas, que sentirão saudades.

Silêncio.

Tudo incompleto, inexplicado. Tudo angústia e expectativa. As relações humanas completamente relativizadas pela indefinição do espaço e do tempo. Tão incompletos e silenciosos quanto estavam ao chegarem ao Espaço dos Satyros Dois, o casal termina a apresentação sem nos dar respostas. Eu nem queria.

Quadro 14
Parte interna do Espaço dos Satyros Dois. Vista do palco para a platéia. Uma pessoa pensa se desligou o celular. Tocar no meio de um silêncio como esse seria muito vergonhoso.



Escrito por Cesar Ribeiro às 12h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A MELHOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS DA TARDE CHUVOSA DE HOJE



Emir Kusturica sempre foi um de meus cineastas prediletos, ao lado de Greenaway, Fellini e outros. Sem ficar contente com filmes duca como Vida Cigana e sua obra mais conhecida, Underground, que retrata a divisão da Iugoslávia, seu país de origem, o cara ainda é membro da Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra, grupo que faz um estranho punk rock cigano com influências da sonoridade fodástica do Leste Europeu.  A música Bubamara é parte da trilha da No Smoking para o filme de 1998 Black Cat White Cat (no vídeo, trailer do filme e a música ao fundo), dirigido por Kusturica. No vocal está o músico Saban Bajramovic. Sonzeira. Já o filme Underground merece uma nota: manja Adeus Lenin, em que uma mulher entra em coma antes da queda do muro de Berlim e acorda já com a invasão capitalista na parte oriental em que vive? Pois é. A idéia é mais ou menos parecida. Em Underground um grupo de pessoas vive em um esconderijo subterrâneo durante a Segunda Guerra Mundial. Dois amigos, considerados os líderes, aproveitam a oportunidade para  que esse grupo de refugiados fabrique armas, que os dois vendem no mercado negro para membros da resistência. Com o final da guerra, e pra continuar lucrando, eles enganam os refugiados por mais 20 anos, mantendo a história de que a guerra continua. Filmaço. Dois pontos duca do filme são: há sempre um grupo de músicos seguindo os personagens centrais e executando a trilha sonora (algo comum na obra do Kusturica) e a última cena, em que os personagens estão no limite de uma enseada e a terra se parte, fazendo com que aquele pedaço de terra vire uma ilha. Sacou?



Escrito por Cesar Ribeiro às 12h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ANA CRISTINA CÉSAR E O SIMULACRO DA SOLIDÃO



Estréia hoje em Florianópolis o espetáculo Simulacro de uma Solidão, montagem inspirada na obra de Ana Cristina César que conta a história de uma mulher solitária em um vagão de trem. O monólogo, interpretado por Marisa Naspolini e dirigido por Jefferson Bittencourt, fica em cartaz até 17 de agosto no Teatro da Ubro.



Escrito por Cesar Ribeiro às 09h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




IV FANTASPOA



Dentro da programação do IV Fantaspoa,  festival internacional de cinema fantástico realizado em Porto Alegre (RS) que nesta edição abrange 91 longas, 5 médias e mais de 200 curtas-metragens, acontece hoje a exibição de Snuff: a Documentary About Killing on Camera (trailer acima), um documentário de Paul von Stoetzel sobre os filmes snuff, gênero de produção que não tem sua existência comprovada oficialmente em que o principal mote é o sacrifício humano real em frente às câmeras com o objetivo de obter lucros e entreter o público. A sessão acontece às 19h na Sala Norberto Lubisco. No mesmo horário, no Cine Santander, será mostrado La Sangre Iluminada, filme mexicano dirigido por Iván Ávila Dueñas no qual são mostrados seis personagens que de tempos em tempos têm suas vidas mudando de corpo, passando para o corpo de um desses outros personagens.



Escrito por Cesar Ribeiro às 09h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




LITERATURA CONTEMPORÂNEA ESTRÉIA EM SAMPA



Após passar pelo Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, estréia amanhã Literatura Contemporânea, peça escrita e dirigida por Fernando Bonassi em que o ator César Figueiredo interpreta um escritor com problemas para escrever sua coluna em um jornal. A montagem discute os bastidores da criação artística e fica em cartaz no Sesc da avenida Paulista.



Escrito por Cesar Ribeiro às 15h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A MELHOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS DE HOJE



A melhor música de todos os tempos de hoje é Nobody's Fault But My Own, espécie de balada do músico indie californiano Beck, autor da conhecidaça Loser e do disco Odelay, que ocupa a posição 305 na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. A canção é do Mutations, de 1998.



Escrito por Cesar Ribeiro às 14h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A ALMA BOA DE SETSUAN POR SÉRGIO SALVIA COELHO



Em cartaz no Teatro Renaissance, a peça de Brecht A Alma Boa de Setsuan tem uma pá de camaradas envolvidos: Braz, Cesana, Kiko, Virginia, Maristela... E o crítico da Folha de S.Paulo Sérgio Salvia Coelho foi assistir e gostou. Tae o texto.

Ao sair de "A Alma Boa de Setsuan", uma senhora se queixou à amiga: "Gosto de teatro com cenário mesmo, mais rico". "Mas se você for pensar", disse a outra, "tem um fundamento aí".

Brecht no teatro Renaissance: que heresia para os fundamentalistas épicos. E, no entanto, é justamente no reduto do teatro burguês que a dialética faz sentido.

Uma história bem contada, com alegria e teatralidade, por uma trupe em harmonia, a atenção para a fama do elenco e o luxo da produção transcendem para a busca de um fundamento. O público selecionado, encontrando a diversão que veio buscar, sente-se instigado enquanto cidadão a pensar em saídas para o egoísmo e o arrivismo aparentemente inevitáveis do capitalismo.

Divertir, entenda-se, não quer dizer disfarçar um incômodo dedo na ferida, assim como falta de luxo não quer dizer falta de sofisticação.

A adaptação assinada pelo diretor Marco Antônio Braz e pelo ator Marcos Cesana faz com que o texto soe menos como slogan ideológico e mais como um achado do momento. A pergunta da protagonista "como posso ser boa se tenho que pagar o aluguel?" comove e faz rir ao mesmo tempo.

Precisão chapliniana
Sem alarde, também, a eficácia e o bom gosto dos módulos deslizantes que compõem a cenografia de Marcio Medina, da luz de Wagner Freire, da trilha sonora de Theo Werneck, do figurino de Verônica Julian e do visagismo de Emi Sato, que vestem o palco com um orientalismo ágil e colorido, entre o kabuki e o mangá.

É claro que nada disso bastaria se a protagonista não tivesse o carisma e o talento de Denise Fraga. Brilha como Chen-Tê, a prostituta da imaginária aldeia chinesa Setsuan. A personagem ganha dos deuses uma soma para que abra sua loja de tabaco como recompensa por sua bondade. Justamente por isso, tem de aprender a ser má, em meio a seu amado que a explora e aos opressores que a ajudam, encarnando um alter ego masculino, o "primo" Chui-Ta.

A mistura de esperteza e ingenuidade, chapliniana na precisão dos gestos e na triangulação com a platéia, dessa atriz que habituou seu público a vê-la enquanto porta-voz da população comum, faz com que Denise Fraga seja uma Chen-Tê inesquecível, tão marcante quanto à de Maria Della Costa, que há cerca de 50 anos introduzia Bertolt Brecht no Brasil.

Elenco
Porém, o pulso firme de Braz nivela todos os atores do elenco por cima, possibilitando a Ary França desenvolver uma divindade impagável, mistura de Brecht com Jack Sparrow.

Joelson Medeiros encarna o ternamente canalha aviador Sun, o amado de Chen-Tê. Já Maurício Marques faz Wang com um notável desenho corporal. O ator Marcos Cesana, por fim, é como um policial saído diretamente dos Keystone Cops, em meio a um elenco primoroso.

Por fim, não haverá de ser por acaso que, depois de seis anos de insistência, a montagem estréie justamente às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim. O espetáculo vem quando os olhos do mundo se voltam para uma China onde a ambigüidade do mercado contamina a utopia comunista e, mais do que nunca, a lucidez não dogmática de Brecht se faz necessária para pensar o mundo. Os deuses sabem a quem emprestam.



Escrito por Cesar Ribeiro às 09h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




DRAMÁTICAS EM CENA DISCUTE O TEATRO CONTEMPORÂNEO



O grupo Dramáticas em Cena, formado pelas dramaturgas Marici Salomão (foto), Vera de Sá, Claudia Vasconcellos e Beatriz Carolina Gonçalves e o produtor Luiz Nunes, inicia hoje uma série de encontros para discutir o texto no teatro contemporâneo. O ciclo, que é gratuito, apresenta palestras com o dramaturgo cubano Reinaldo Montero, o diretor do Teatro da Vertigem Antônio Araújo, o diretor teatral especializado em Beckett Rubens Rusche e outros. Entre os assuntos abordados estão a experiência do dramaturgo em tempos de globalização, as novas manifestações teatrais e a dramaturgia em processos colaborativos. Os encontros ocorrem todas as quartas-feiras, no Satyros, em São Paulo. Para mais informações, clique aqui.



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




II JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILENCIOSO



Começa nesta sexta-feira a II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, evento promovido pela Cinemateca que mostra os filmes produzidos no início do século 20. A programação vai até 17 de agosto e abrange 5 módulos. O primeiro, 80 Anos do Chaplin-Club, é uma homenagem ao primeiro cineclube brasileiro, fundado em 1928 e que se destacava pela busca de um cinema anticomercial e autoral, contrário ao cinema falado. A organização ainda era responsável pela publicação do periódico Fan. Dentro dessa grade serão exibidas obras como Braza Dormida (Humberto Mauro), Limite (de Mario Peixoto, em que aparece o trecho inicial no vídeo acima) e Aurora (FW Murnau). Já em Cinema Silencioso Japonês constarão, além de filmes japoneses do final da década de 20 e começo dos anos 30, os primeiros filmes de animação japoneses, como História Sem Sentido Vol. 1, de Kenzo Masaoka. No terceiro módulo, Paolo Cherchi Apresenta, o historiador italiano mostra filmes como A Trindade Maldita, de Tod Browning. O quarto módulo é dedicado às Giornate de Cinema Muto de Pordenone, primeiro festival dedicado ao cinema silencioso do mundo e cuja primeira edição ocorreu em 1982, e traz obras como Os Proscritos, filme sueco de 1918 dirigido por Victor Sjöström. A organização da II Jornada também abriu suas Janelas para a América Latina, em que será exibida anualmente ao menos uma obra da região. Nesta edição a escolhida foi O Punho de Ferro, produção mexicana de 1927 dirigida por Gabriel García Moreno. Todas as sessões são acompanhadas por músicos que tocam ao vivo, para recriar o ambiente em que eram vistos os filmes no começo do século passado.



Escrito por Cesar Ribeiro às 08h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CÁSSIA ELLER







A figura morreu em 2001. E faz falta pra caralho. Postura, atitude, energia... coisas não muito encontradas nas prateleiras da indústria do consumo. Na seqüência estão três músicas: a primeira, que conta com a presença do sambista Noite Ilustrada, é Você Passa Eu Acho Graça, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial; depois vem Blues da Piedade, de Frejat e Cazuza (outro que faz falta); e pra fechar a clássica Smells Like Teen Spirit, do Nirvana (precisa dizer?). Puta som. Não, perae, você ainda não entendeu. Puta som!



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A MELHOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS DE HOJE



Para quem curte rock, a cantora inglesa PJ Harvey é sempre uma boa pedida. A figura já teve banda com Steve Vaughan, fez parceiras com Nick Cave, encarou Maria Madalena no filme de Hal Hartley Livro da Vida e consta em uma pá dessas listas de melhores de qualquer coisa. Um som que vem rolando bastante no mp3 é To Bring You My Love, do ábum de mesmo nome de 1995. Sonzeira.



Escrito por Cesar Ribeiro às 17h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




MARCELO MARCUS FONSECA ESTRÉIA LA RONDE



Estréia  nesta quinta-feira a peça La Ronde, texto de 1897 do dramaturgo Arthur Schnitzler que retrata a relação de 5 casais a partir de temas como traição, erotismo e banalização do sexo e do amor. A peça é dirigida por Marcelo Marcus Fonseca e tem no elenco, além do próprio diretor, a atriz Liz Reis. Fica em cartaz todas as quintas-feiras, às 21h, no Espaço Parlapatões, em São Paulo.



Escrito por Cesar Ribeiro às 12h16
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




LEONARDO BOFF - A IMPOSSÍVEL COMENSALIDADE DEPOIS DE DOHA



O vergonhoso fracasso da Rodada de Doha se deve principalmente aos países ricos, que quiseram garantir a parte leonina nos mercados dos pobres. Num quadro de fome já instalada, se desperdiçou a oportunidade de assegurar comida na mesa dos famintos. O sonho ancestral da comensalidade que nos faz humanos, quando todos poderiam sentar-se à mesa para comer e comungar, se torna ainda mais distante. Além da crise alimentar, nos assolam ainda a crise energética e a climática. Se não houverem políticas mundiais articuladas podemos enfrentar graves riscos às populações e ao equilíbrio do planeta. Daí A Carta da Terra propor uma aliança de cuidado universal entre todos os humanos e para com a Terra até como questão de sobrevivência coletiva.

Os problemas são todos interdependentes. Por isso não é possível uma solução isolada com meros recursos técnicos, políticos ou comerciais. Precisa-se de uma coalizão de mentes e coração novos, imbuídos de responsabilidade universal, com valores e princípios de ação, imprescindíveis para uma outra ordem mundial. Enumeremos alguns deles:

O primeiro de todos reside no cuidado pela herança que recebemos do imenso processo da evolução do universo.
O segundo está no respeito e na reverência face a toda alteridade, a cada ser da natureza e às diferentes culturas.
O terceiro encontra-se na cooperação permanente de todos com todos, porque somos todos eco-interdependentes, a ponto de termos um destino comum.
O quarto é a justiça societária, que equaliza as diferenças, diminui as hierarquizações e impede que se transformem em desigualdades.
O quinto é a solidariedade e a compaixão ilimitada para com todos os seres que sofrem, a começar pela própria Terra, que está crucificada, e pelos mais vulneráveis e fracos.
O sexto reside na responsabilidade universal pelo futuro da vida, dos ecossistemas que garantem a sobrevivência humana, enfim, do próprio planeta Terra.
O sétimo é a justa medida em todas as iniciativas que concernem a todos, já que viemos de uma experiência cultural marcada pelo excesso e pelas desigualdades.
Por fim é a auto-contenção de nossa voracidade de acumular e consumir para que todos possam ter o suficiente e o decente e sentir-se membros da única família humana.

Tudo isso só é possível se junto com a razão instrumental resgatarmos a razão sensível e cordial. A economia não pode se independizar da sociedade, pois a conseqüência será a destruição da idéia mesma de sociedade e de bem comum. O ideal a ser buscado é uma economia do suficiente para toda a comunidade de vida. A política não pode se restringir a ordenar os interesses nacionais, mas se obriga a projetar uma governança global para atender equitativamente aos interesses coletivos. A espiritualidade precisa ser cósmica, que nos permita “viver com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade face ao lugar que o ser humano ocupa na natureza” (Carta da Terra, introdução).

O desafio que se impõe parece ser este: passar de uma sociedade de produção industrial em guerra com a natureza para uma sociedade de promoção de toda a vida em sintonia com os ciclos da natureza e com sentido de equidade. Essas são as pré-condições de ordem ética e de natureza prática que se destinam a criar as condições de uma comensalidade possível entre os humanos. Logicamente, se fazem necessárias as mediações técnicas, políticas e culturais para viabilizar esse propósito. Mas elas dificilmente serão eficazes se não forem plasmadas à luz desses princípios-guias, que significam valores e inspirações.



Escrito por Cesar Ribeiro às 11h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




URDA ALICE KLUEGER E HARRY WIESE LANÇAM LIVROS



Escrito por Cesar Ribeiro às 11h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




GRAVE DIGGER EM CURITIBA



Para quem curte um som mais pesado, a banda alemã de heavy metal Grave Digger faz show hoje em Curitiba. A bagaça rola no Hellooch a partir das 21h. O vídeo é da música The Dark of the Sun - vídeo que de tão trash chega a ser engraçado, coisa meio Conan. Metal no estilo tradicional, que me lembra minhas idas ao carioca Caverna 2 quando era um pirralho.



Escrito por Cesar Ribeiro às 12h29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SÃO PAULO S.A. NO CANAL BRASIL



Rola na madrugada de hoje para amanhã o filme São Paulo S.A., produção de 1965 dirigida por Luis Sérgio Person que reflete sobre a industrialização a partir da história de um funcionário de uma grande montadora que progride na vida até se tornar sócio de uma empresa de auto-peças. O longa tem no elenco Jorge Mautner, Darlene Glória e Walmor Chagas e será apresentado à 0h30 no Canal Brasil.



Escrito por Cesar Ribeiro às 11h48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




LEITURA DE MONÓLOGOS DE UMA LEMBRANÇA



Escrito por Cesar Ribeiro às 11h27
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ENCONTRO COM O ESCRITOR AMILCAR NEVES

 

 



Escrito por Cesar Ribeiro às 11h22
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ESCOLA DO RISO NO TELECINE CULT



O Telecine Cult exibe hoje, às 19h45, o ótimo Escola do Riso, filme japonês que discute a relação arte e política por meio da história de um censor do governo que faz alterações em uma peça de teatro para adequá-la aos padrões estatais. O filme, de 2004, é dirigido por Mamoru Hosi e tem no elenco os ótimos Kôji Yakusho (Babel, Memórias de uma Gueixa e A Enguia) e Goro Inagaki (Parasite Eve). Clicando na imagem abre o trailer na página da revista Veja São Paulo.
 



Escrito por Cesar Ribeiro às 13h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET VOLTA AOS PALCOS



Reestreou ontem a peça Nossa Vida Não Vale um Chevrolet, do Cemitério de Automóveis. A peça foi escrita em 1990 por Mário Bortolotto e narra a história de três irmãos que roubam carros. Com uma estrutura assumidamente cinematográfica, o texto ganhou uma versão em longa-metragem dirigida por Reinaldo Pinheiro, chamada Nossa Vida Não Cabe num Opala, que deve estar nos cinemas em 15 de agosto. A peça fica em cartaz no Espaço Parlapatões às sextas-feiras, meia-noite, até o fim do mês. No elenco estão Fernanda D'Umbra, Paulo Jordão, Laerte Mello e outros, além do próprio Bortolotto, que também assina a direção. 



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




DEZ ANOS DE ARTE E CIÊNCIA NO PALCO



Comemorando 10 anos em 2008, o grupo Arte e Ciência no Palco iniciou ontem uma mostra de seu trabalho que abrange as peças E Agora Sr. Feynman?, After Darwin (foto) e A Dança do Universo. Como o próprio nome diz, a companhia tem como objetivo levar aos palcos produções que aproximem questões científicas do grande público. A programação fica em cartaz até o fim do mês no Auditório PUC Consolação. 



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PALCO GIRATÓRIO CHEGA A SÃO PAULO




Começou ontem a versão paulista do Palco Giratório, evento promovido pelo Sesc que tem como objetivo mostrar a produção teatral de fora do eixo Rio-São Paulo. Na programação, que vai até o fim do mês, estão 18 peças de localidades como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, representada pelo grupo Piollim com a montagem Alguns Rascunhos - A Gaivota e o retorno à cidade da genial Vau da Sarapalha (foto). Também volta aos palcos paulistas a peça brasiliense Adubo. A programação completa você vê no site do Sesc.



Escrito por Cesar Ribeiro às 10h11
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




BECKETT POR SÉRGIO BRITTO



Estreou ontem no Espaço Oi Futuro, no Rio de Janeiro, a montagem de Sérgio Britto das peças A Última Gravação de Krapp (1958) e Ato Sem Palavras 1 (1956). A Última Gravação é um dos textos mais bacanas do escritor irlandês e narra a história de um homem que tem o costume de a cada aniversário gravar uma fita com os acontecimentos do ano. Já aos 69 anos, ele começa a ouvir sua gravação feita três décadas atrás. Em Ato Sem Palavras 1, montagem inédita no Rio, o que se vê é um homem no deserto refletindo sobre a vida, enquanto eventos estranhos acontecem. A peça fica em cartaz de sexta a domingo às 19h30 até 28 de setembro.



Escrito por Cesar Ribeiro às 09h36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  Boteco do Ribeiro (antigo)
  Cesar Ribeiro (orkut)
  Cia de Orquestração Cênica (orkut)
  AC/DC
  Adriana Brunstein
  Adri Antunes
  AEA Brasil
  Afonso H. R. Alves
  Alberto Guzik
  Alessandra Colasanti
  Alexander Pilis
  Alfredo Rebello
  Alice Valente
  Aline Almeida
  Ana M
  Ana Peluso
  Ana Ramiro
  Ana Rüsche
  Andréa del Fuego
  Bactéria
  Bar do Escritor
  Biajoni
  Bienal de Artes de São Paulo
  Bienal do Livro de São Paulo
  Bigorna
  Blog dos Quadrinhos
  Bob Dylan
  Brasil de Fato
  Bruna Beber
  Brunno Almeida
  Cabruuum
  Cacilda
  Caetano Vilela
  Canal Brasil
  Carlos Reichenbach
  Cássio Amaral
  Célia Musilli
  Centro Cultural São Paulo
  Chacal
  Cheech & Chong
  CineEsquemaNovo
  Claudio Daniel
  Clayton Melo
  Cléo de Paris
  Comic-Con
  Cristóvão de Oliveira
  Dani Porto
  David Firth
  David Lynch
  Diego Bianchi
  Diego Viana
  Digestivo Cultural
  Dudu Oliva
  Dulcinéia Catadora
  Ecal
  Ediney Santana
  El Manjericon
  Eloisa Cartonera
  Emerson Wiskow
  Érica Neiva
  Escritoras Suicidas
  Fábio Pinheiro
  Fabrício Carpinejar
  Fernanda D'Umbra
  Ferréz
  Gerald Thomas
  Glenda Yasmin
  Google
  Guia da Semana
  Guia Off
  Guilherme Solari
  Índigo
  Ivam Cabral
  Janio Dias
  Jarbas
  Jarbas Capusso Filho
  JJLeandro
  Jorge Mendes
  Jornal Granma
  Jornal de Poesia
  Jornal O Casulo
  Ju Roberto
  Karen Debértolis
  Kings of Leon
  Kiss FM
  Kitagawa
  Laqua Parla
  Leandro Zappala
  Leo Lama
  Lindsey Rocha
  Luciana Lima
  Maicknuclear
  Manoel Carlos Pinheiro
  Manoel Mesquita Jr.
  Mão Branca
  Marcelino Freire
  Marcelo Ariel
  Marcelo Montenegro
  Marcelo Sahea
  Márcio Américo
  Mark Ryden
  Mário Bortolotto
  Max Reinert
  Micheliny Verunschk
  Mikas
  Milene Spinelli
  Na Cabeça
  Nelson Magalhães Filho
  Nine Inch Nails
  Observatório Latino-Americano
  Overmundo
  Paulo F.
  Paulo Fernando
  Pedro Luso de Carvalho
  Rasgamortalha
  Revista Agulha
  Revista Bacante
  Revista Bestiário
  Revista Billboard
  Revista Contracampo
  Revista Cronópios
  Revista Germina
  Revista Lasanha
  Revista New Musical Express
  Revista Rolling Stone
  Revista Sibila
  Revista Tanto
  Revista Zunái
  Ricardo Carlaccio
  Ricardo de Queiroz
  Roberto Romano Taddei
  Robson Corrêa de Araújo
  Rodolfo García Vázquez
  Ruy Filho
  Santiago Nazarian
  Satyros
  Sergio Roveri
  Sergio Salvia Coelho
  Sesc
  Solange Marques
  Taís Luso de Carvalho
  Tarcila Albuquerque
  Telecine Cult
  The Killers
  Thiago Torres
  Tiago Mine
  Tim Burton
  Tmara
  TV Cultura
  Ursula Ferrari
  Vandre Fonseca
  Viktor Koen
  Viner
  Virna Teixeira
  Wikipedia
  Xico Sá
  Youtube
Votação
  Dê uma nota para meu blog